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Fé versus Razão

Fé versus Razão

A espécie humana, ao adquirir a capacidade cerebral de indagar sobre o mundo e sobre si mesma, iniciou uma grande jornada na busca de descobrir o significado das coisas.
Actualmente, com o desenvolvimento da ciência, já conseguimos explicar muita coisa. Exemplo: o porquê de termos dia e noite (movimento de rotação da terra). Mas ainda não conseguimos explicar muita coisa, inclusive sobre a origem da vida.
Se voltarmos aos primórdios da humanidade, quando começamos a formular as primeiras indagações, não tínhamos as ferramentas de que dispomos hoje. Claro que a tarefa era colossalmente maior. E claro que não conseguíamos a resposta para a maioria das questões. O que fazer então para aplacar a necessidade dos humanos para explicar tudo; para achar um sentido para as coisas e, fundamentalmente, um sentido para a nossa existência? Fácil!!! Inventarmos uma. Assim, ficava muito mais fácil enfrentar os desafios na luta pela nossa sobrevivência, num mundo ferozmente ameaçador.
É claro que estas explicações não surgiram de maneira fácil e abrupta. Não!!!! Elas foram surgindo progressivamente, à medida que a maneira como se relacionar com o desconhecido foi se aprimorando; concomitantemente ao nosso progresso no desenvolvimento de códigos para expressarmos nossas idéias: a linguagem falada.
Lidar com o desconhecido era assustador e, consequentemente, o basilar do nosso relacionamento com este mundo do inexplicável foi o temor. Daí a nossa postura submissa em relação às forças e mistérios. Está surgindo a religião.
Este "relacionar" com o inexplicável vai se tornando mais aprimorado e ganhando força e cada vez mais importância no seio daqueles grupos primitivos. Vai se tornando organizado e com rituais cada vez mais complexos. Surgem os deuses. Os dirigentes destes rituais se tornam figuras cada vez mais importantes e influentes nos grupos. Surgem os sacerdotes.
Os sacerdotes vão aprimorando cada vez mais o conjunto de rituais e conceitos que a partir de agora devem ser seguidos pelo grupo no relacionamento com o desconhecido, o agora SAGRADO.
Os sacerdotes são os responsáveis por "zelar" pelo bem-estar do grupo na relação com o sagrado, Deus (ou deuses), a fim de aplacar sua ira e quem sabe, até contar com sua bondade e protecção.
A partir de então, ao nascer, o indivíduo já recebia este conjunto de regras e dogmas que lhe era transmitido pelo grupo através da linguagem (comunicação); esta cada vez mais aprimorada. Portanto, o sagrado, a religião, agora já era parte integrante do "saber" daqueles grupos primitivos e era seu "escudo" para congregar seus membros e proteger sua integridade e segurança. E assim tem sido até os nossos dias.
É claro que os tais rituais, os dogmas e todo o resto que envolve a prática religiosa evoluíram bastante e, o que temos hoje é bem mais sofisticado. Porém, uma coisa permanece igual. O temor!!! Este que foi o início de tudo; que deu início a desesperada saga do homem por explicar aquilo para o que não tínhamos resposta. Este sentimento de medo ainda permanece arraigado no coração da grande maioria das pessoas, no mundo todo, em que pese já termos as respostas para grande parte daqueles mistérios que nos assombravam no passado.
Mas como foi então que conseguimos alcançar algumas importantes respostas para uma grande parte das nossas indagações, se criamos uma maneira de saciar nossas dúvidas e acalmar nossos corações, a religião? Como foi possível enxergarmos outras explicações, senão aquelas dadas pela religião? É simples: porque parte das pessoas, desde nosso mais remoto passado, não se contentou com aquela maneira de ver as coisas; suspeitaram sempre que haveriam outras explicações; que apesar de aparentemente serem questões insolúveis, com muita observação e experimentos, talvez se alcançasse respostas. Surgia a ciência. Um método baseado na experimentação, na busca da verdade através das evidências. As evidências eram colocadas sob a experimentação e testadas exaustivamente até conseguir princípios que nos colocava cada vez mais próximos da verdadeiro significado das coisas.
Graças às pessoas que se dedicaram à busca pela observação, pela pesquisa, a humanidade rapidamente se distanciou dos demais animais e deu passos gigantescos rumo ao progresso. Hoje, já não vivemos mais em cavernas, mas em modernas casas com materiais sofisticados; com sistemas de ar condicionado central; água encanada; luz eléctrica; redes de esgoto, etc. Nossos meios de transportes evoluíram vertiginosamente. Já não dependemos tão somente de nossas pernas para nos locomovermos; e os animais já são uma força de tracção cada vez menos necessária aos humanos; inventamos o motor a combustão; o motor eléctrico e os carros, cada vez mais eficientes. Nas comunicações, aprimoramos nossos códigos de linguagem: estudiosos foram aprimorando tais códigos e chegamos à escrita; à impressão da escrita (o surgimento da imprensa). O ser humano pôde, com esta maravilhosa ferramenta da linguagem, planear cada vez melhor suas acções, tanto individuais quanto colectivas, o que permitiu avanços avassaladores em todas as áreas do conhecimento humano. A luta por alimentos agora já era bem menos dispendioso, pois graças às pesquisas, podemos domesticar animais para nosso consumo, ao invés de ir caçá-los directamente na natureza; com a agronomia, podemos cultivar cereais, frutas e tudo o mais que precisamos sem ter que depender da colecta directamente na natureza. Enfim... Graças àquelas cabeças que decidiram ir pelo caminho mais dispendioso, o dá busca pelo saber, pelo conhecimento, apesar de ter custado muito, produziu frutos maravilhosos que determinam todos os aspectos de nossa vida moderna.
Mas então, como explicar o facto de que a maioria da população ainda continua precisando da religião para explicar as coisas. Para encontrarem um significado para a vida e mais, justificar o origem da mesma? É simples: a maioria de nós recebemos as explicações sobre a vida e seu significado através da família, que transmite a explicação religiosa; esta que foi transmitida de geração em geração; menos dispendiosa e que não necessita de maiores esforços intelectuais; que é bastante incentivada por instituições e um modelo de produção e distribuição das riquezas que tira proveito desta visão da vida e que, por isto, a promove, reforça. Quando chegamos a fase adulta, estes "ensinamentos" já estão de tal forma forjados em nossas mentes que, dificilmente, conseguimos enxergar outra maneira de explicar a vida, o mundo. E passaremos isto aos nossos filhos.
Outro aspecto importante para entendermos o porque ainda prevalece a religião reside no facto de que, para a maioria das pessoas, o conhecimento científico não é acessível. Isto porque ou não tem conhecimento com o mesmo, pois isto depende também do grau de escolaridade; ou porque quando tem o contacto com o conhecimento científico já estão com a mente tão fechadas pelas explicações religiosas que não conseguem apreender outra maneira de ver a vida.
E os inegáveis progressos da humanidade, nada dizem para estas pessoas? Porque elas não enxergam que até mesmo os templos, maravilhas da ARQUITETURA, ou os sofisticados sistemas de som utilizados pelos pregadores, conquistas da ELECTRO-ELECTRÔNICA, são conquistas da observação do homem ao meio físico, da natureza, ou seja, são conquistas da ciência? A resposta é simples: já nascemos com estes avanços, ou com a maioria deles. Portanto, isto parece natural; não conseguimos enxergar a coisa com a perspectiva histórica e muito menos conseguimos vislumbrar os esforços fenomenais empreendidos em pesquisas para conseguir alcançar estes avanços. Assim, não temos estes progressos como parâmetros para fazer uma análise apropriada da situação. Além disso, outro importante aspecto a ser observado: enquanto a religião apresenta tudo pronto e acabado: Tudo o que existe foi por vontade de um CRIADOR, e basta ser temeroso e obediente e tudo estará bem; a ciência continua atrás de respostas, pois como se baseia na observação, experimentação para daí tentar alcançar respostas, sabe que ainda está apenas começando o seu trabalho, pois a dimensão do universo e a complexidade da vida vai continuar exigindo um gigantesco esforço para sua compreensão. Portanto, é bem mais fácil aceitar aquelas explicações que já estão cravadas no nosso interior desde que nascemos, pois são bem mais simples e seguras; do que tentar compreender as complexas explicações dadas pela ciência, além de ter que admitir que esta não encontrou respostas para grande parte dos mistérios.
Portanto, apesar da vida moderna estar profundamente dependente da ciência (televisão, frigoríficos, internet, carros, telemóveis, etc...) a maioria da população ainda guia sua vida pela fé.
Fé, esta palavrinha que significa basicamente uma coisa: que acreditemos naqueles dogmas que a religião nos legou; naquelas explicações surgidas gerações após gerações e nos pede apenas para acreditar, sem pedir explicação; pois que pedir explicação é não ter fé. E não ter fé é uma coisa muito feia, já que a maioria a tem. Logo, estamos proibidos de não ter fé. Se formos cépticos, estaremos ameaçando o mundo daqueles que têm fé, pois estaríamos obrigando os mesmos a reformularem sua visão sobre a vida; isto seria muito doloroso. Logo, existe uma verdadeira patrulha por parte da maioria das pessoas para que o indivíduo aceite as explicações, ou tentativas de explicar, sem questionar sua veracidade. Isto é fé.
Em contra-partida está a razão: aquela mesma velha, teimosa e solitária tentativa de achar uma explicação para as coisas através da dúvida, do experimentar; a mesma razão que tirou a humanidade das cavernas e lhe deu a liberdade para se impor sobre todos os demais seres vivos do planeta; a mesma razão que insiste em enfrentar os novos desafios que nos são colocados neste momento.
Esta razão sempre desafiou e incomodou aqueles que não querem enxergar a verdade; a mesma razão pela qual muitos deram suas vidas, vítimas da arrogância e da prepotência daqueles que dominam as massas através de sua ignorância em proveito próprio.
Ao vivermos na obscuridão, não temos controlo de nossas acções, pois achamos que estamos protegidos por forças externas à nossa existência; que tais forças irão sempre nos proteger, nos resguardar contra todo o mal, como sempre fez em todos os tempos. Assim, não medimos as consequências dos nossos actos. Logo, estamos como que num navio a deriva, sem um destino certo, um rumo a seguir. Esta acção desordenada coloca a nossa própria espécie em risco de extinção. A busca desenfreada pelo lucro, pelo riqueza material sempre foi protegida, abençoada pela igreja. A conquista de outros povos pelos europeus foi sempre muito sangrenta e cruel, e autorizada e abençoada pela igreja. Pelo visto funcionou, pois as terríveis atrocidades que levaram ao extermínio de milhões de pessoas parece ter ficado impune.
Mas nossos recursos naturais têm limite e a humanidade, a caminhar na escuridão, está extrapolando estes limites. Assim, é imperativo que mudemos nossa postura perante a vida; que enfrentemos a realidade de frente, por mais dura que pareça, a fim de termos hipóteses de reverter o quadro de ruína eminente que se aproxima.
Devemos abandonar o acreditar sem evidências; nos afastarmos da fantasia que, apesar de aparentemente tão benéfica, é a raiz da maior parte dos nossos males, na medida em que nos entorpece e não nos deixa enxergar a realidade a fim de a mudarmos.
A razão, o tentar compreender como funcionam as coisas; o porquê pensamos desta ou daquela maneira, é nossa única e possível maneira de continuarmos avançando sem colocar em risco perder tudo.
Que a razão seja o pilar de nossa capacidade de sonhar; de buscar novos horizontes e expandir a nossa existência para muito além dos nossos actuais limites; e que a mesma razão nos conduza por caminhos iluminados pelo saber; para que saibamos aproveitar os maravilhosos recursos oriundos da natureza, do universo, sem colocar a nossa existência em perigo; que tangidos pela razão, possamos construir um modelo sócio-económico justo e fraterno.

Até a próxima.

João Maurício
 
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  • ARIOVALDO BATISTA
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    Caro João Maurício, replicar ateísmo na "igreja ateísta", é como replicar dogma de fé na Igreja do Papa. Mas vamos lá.

    a) Você já viu algum "animal" irracional professando algum tipo de fé, religiosa ou não? Logo, ser descrente é atributo do "irracional"?
    b) Por que o "homem racional" começou a ser religioso antes de ser científico? Será que a ciência não é apenas uma "evolução" da inteligência que começou pela relgião?
    c) Quantos acervos de conhecimento você conhece na sociedade humana?
    Conheço apenas 3: as artes, a religião e a ciência, na ordem que surgiram no homo-sapiens. Burrice é entender que só existe uma, a quen elegemos como "verdade"!!
    d) Onde surgiram os "cientistas"? O "pagé" era o sábio da tribo!! Ou será que era o índio comum?
    e) Você "acredita no Big Bang"? Fé é só essa ignorância que você define como coisa de "igreja"?
    f) Você é capaz de diferenciar "religião de igreja"? Você é capaz de diferenciar "empresa de ciência"?
    Se for, veja o monte de besteiras que faz no seu texto.
    g) A razão sempre desafiou a ignorância onde quer que ela ocorra. Qualquer ateu se sente ofendido quando é chamado de "crente"!! Dá para entender?
    h) Onde está a verdade, caro ateu? No Big Bang que um instrumento "detetou" e um "cientista calculou", e um imbecil "acredita" que aconteceu porque foi a ciência que falou?
    E diz que aconteceu há 13,7 bilhões de anos, e a própria ciência já encontra astros há mais 25 bilhões de anos luz?
    Que verdade você conhece, a não ser aquela em que você mesmo acredita? Explique-me uma única!!
    i) Você ouviu falar em meio ambiente há 4.000 anos? Ou até mesmo há 500 anos? E já existia a religião? Então, a estupidez humana ambiental começou com a ciência?
    Não, caro amigo, começou com o estúpido que "acredita" que ciência explica tudo, até mesmo sua ignorância!!

    Meu amigo, ignorante não é não saber, mas também pensar que sabe tudo. O burro não precisa aprender nada, porque "pensa que já sabe tudo". Evoluímos por etapas, e paramos de evoluir quando abandonamos qualquer etapa. A inteligência é paradigma das religiões, por isso demanda "evolução espiritual", enquanto a matéria o é da ciência, por isso demanda a prova e a constatação, não precisa evoluir para canto algum. Mas ambas evoluem pelas artes, que é a excelência do pensamento, que une as duas!! Só pode pensar quem dispõe da razão, por isso o ignorante não precisa pensar!!

    O que é um ser vivo? E o ser vivo "evolui" para o quê e para onde? Como não pode perguntar a Darwin, procure encontrar na sua teoria da evolução onde tudo começou por um mero "acaso"! E vai continuar por outro "mero acaso", e temos nossa inteligência apenas para usá-la também por mero acaso??
    Por outro lado, foi Deus que fez tudo? E como um Deus Inifinito pode fazer coisas finitas, imperfeitas, em transição, em evolução, etc.etc., que talvez seja a única pergunta racional que um ateu possa fazer?
    Então, Deus é tão irracional como o acaso? Melhor não seria perguntar onde pode estar a probabilidade da verdade?
    Antes de criticarmos a religião, ou a ciência ou as artes, por que não nos perguntar antes por que existem para o homem racional, já que para o irracional não servem para nada??

    O homem vive, evolui e cresce por sua crença, que transforma em fé quando age de acordo com ela. Crença não é só acreditar em Deus, ou no "nada" que é apenas o "deus ateu", é apenas o exercício da razão. O ignorante é aquele que apenas "acredtia na sua crença", pouco importa se religioso ou ateu! É o dogmático que apenas "acredita no seu dogma de fé".
    Entende agora porque fiz a ressalva inicial de criticar o "papa" na sua própria igreja??

    arioba - arioba06@hotmail.com
  • Nuno
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    Isaac Newton (1642-1727), fundador da física clássica e descobridor da lei da gravidade:
    “A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”.

    William Herschel (1738-1822), astrônomo alemão, descobridor do planeta Urano:
    “Quanto mais o campo das ciências naturais se dilata, tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma Sabedoria criadora e todo-poderosa”.

    Alessandro Volta (1745-1827), físico italiano, descobridor da pilha elétrica e inventor, cujo nome deu origem ao termo voltagem: “Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé, e [...] deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a religião acreditável a quem use apenas a sua razão”.

    André Marie Ampère (1755-1836), físico e matemático francês, descobridor da lei fundamental da eletrodinâmica, cujo nome deu origem ao termo amperagem:
    “A mais persuasiva demonstração da existência de Deus depreende-se da evidente harmonia daqueles meios que asseguram a ordem do universo e pelos quais os seres vivos encontram no seu organismo tudo aquilo de que precisam para a sua subsistência, a sua reprodução e o desenvolvimento das suas virtualidades físicas e espirituais”.

    H. C. Oersted (1777-1851), físico dinamarquês, descobridor de uma das leis do Electromagnetismo:
    “Cada análise profunda da Natureza conduz ao conhecimento de Deus”.

    Jons Jacob Berzelius (1779-1848), químico sueco, descobridor de inúmeros elementos químicos:
    “Tudo o que se relaciona com a natureza orgânica revela uma sábia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior [...]. O homem [...] é levado a considerar as suas capacidades de pensar e calcular como imagem daquele Ser a quem ele deve sua existência”.

    Karl Friedrich Gauss (1777-1855), alemão, considerado por muitos como o maior matemático de todos os tempos, também astrônomo e físico:

    “Quando tocar a nossa última hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas pudemos pressentir”.

    Agustín-Louis Cauchy (1789-1857), matemático francês, que desenvolveu o cálculo infinitesimal:
    “Sou um cristão, isto é na creio na divindade de Cristo como Tycho Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Leibniz, Pascal [...], como todos os grandes astrônomos e matemáticos da Antigüidade”.

    James Prescott Joule (1818-1889), físico britânico, estudioso do calor, do eletromagnetismo e descobridor da lei que leva o seu nome: “Nós topamos com uma grande variedade de fenômenos que [...] em linguagem inequívoca falam da sabedoria e da bendita mão do Grande Mestre das obras”.

    Ernest Werner Von Siemens (1816-1892), engenheiro alemão, inventor da eletrotécnica e que trabalhou muito no ramo das telecomunicações:
    “Quanto mais fundo penetramos na harmoniosa dinâmica da natureza, tanto mais nos sentimos inspirados a uma atitude de modéstia e humildade; [...] e tanto mais se eleva a nossa admiração pela infinita Sabedoria, que penetra todas as criaturas”.

    William Thompson Kelvin (1824-1907), físico britânico, pai da termodinâmica e descobridor de muitas outras leis da natureza: “Estamos cercados de assombrosos testemunhos de inteligência e benévolo planejamento; eles nos mostram através de toda a natureza a obra de uma vontade livre e ensinam-nos que todos os seres vivos são dependentes de um eterno Criador soberano.”

    P. Sabatier (1854-1941), zoólogo alemão, Prêmio Nobel:
    “Querer estabelecer contradições entre as Ciências Naturais e a religião, demonstra que não se conhece a fundo ou uma ou outra dessas disciplinas”.

    Arthur Eddington (1882-1946), físico e astrônomo britânico:
    “A física moderna leva-nos a necessariamente a Deus”.

    Carl Gustav Jung (1875-1961), suíço, um dos fundadores da psicanálise:
    “Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão da sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva sempre deu aos seus adeptos, e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.

    Werner Von Braun (1912-1977), físico alemão radicado nos Estados Unidos e naturalizado norte-americano, especialista em foguetes e principal diretor técnico dos programas da NASA (Explorer, Saturno e Apolo), que culminaram com a chegada do homem à lua:
    “Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos crer em Deus. Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e religião são, pois, irmãs, e não pólos antitéticos”. “Quanto mais compreendemos a complexidade da estrutura atômica, a natureza da vida ou o caminho das galáxias, tanto mais encontramos razões novas para nos assombrarmos diante dos esplendores da criação divina”.

    Será mesmo que todos os cientistas são ateus? É claro que não.

    Albert Eintein (1879-1955), físico judeu alemão, criador da teoria da relatividade, Prêmio Nobel 1921.
    “Todo profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois ele não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que ele contempla. No universo, incompreensível como é, manifeste-se uma inteligência superior e ilimitada. A opinião corrente de que eu sou ateu, baseia-se sobre grande equívoco. Quem a quisesse depreender de minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento”.

    Dr. Adolf Butenandt, prêmio Nobel em Bioquímica:
    “Com os átomos de um bilhão de estrelas, o acaso cego não conseguiria produzir sequer uma proteína útil para o ser vivo”.(A Criação não é um mito, Ed. Paulinas, SP, 1972)

    Edwin Couklin (1863-1952), biólogo norte-americano:
    “Querer explicar pelo acaso a origem da vida sobre a terra é o mesmo que esperar que um dicionário completo possa ser o resultado da explosão de uma tipografia”.

    Max Plank (1858-1947), físico, alemão, criador da teoria dos quanta, Prêmio Nobel 1928:
    “Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências Naturais e Religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão. (Gott steht für den Gläubigen em Anfang, fur den Phystker am Ende alles Denkens)”.

    Guglielmo Marconi (1874-1937), físico italiano, inventor da telegrafia sem fio, Prêmio Nobel 1909:
    “Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como fiel cristão, mas também como cientista”.

    Thomas Alva Edison (1847-1931), inventor no campo da Física, com mais de 2.000 patentes:
    “Tenho... enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus”.

    Edward Mitchell, astronauta da Apolo 14, um dos primeiros homens a pisar na Lua, afirmou:
    “O Universo é a verdadeira revelação da divindade, uma prova da ordem universal da existência de uma inteligência acima de tudo o que podemos compreender”.
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