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Movimento para o direito à excomunhão voluntária

Bom dia,

No Brasil e em França, bem como noutros países, tiveram início campanhas para o direito à excomunhão voluntária. Que tal fazer-se isso em Portugal?
É que eu quero desbatizar-me, pois não acredito no Deus católico e não me revejo na doutrina católica.
 
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    No antigo www.ateismo.net constava um texto que adaptei livremente da página de Bruno Courcelle onde explicava o processo de desbaptização. Enquanto os documentos antigos não são recuperados, publico-o aqui para retomar a sua acessibilidade para todos:

    Desbaptização

    Na diversidade de livre-pensadores ateístas, muitos nasceram em famílias cristãs e chegaram ao ateísmo depois de passar uma infância celebrando os rituais da igreja a que os nossos pais ou tutores pertencem.

    O primeiro ritual da igreja cristã, da qual as diferentes «variantes» partilham, é o baptismo. O baptismo é um acto simbólico, que marca a entrada da criança para o reino de Deus, passando-lhe água na cabeça para simbolizar a «lavagem» do pecado original.

    Mas esse ritual de iniciação na comunidade cristã não se limita ao simbolismo. Actualmente, a Igreja Católica Apostólica Romana, auto-declarada dominante em Portugal (e no mundo ocidental em geral), apresenta o registo de baptismos como a representação fiel do número de seguidores da sua igreja.

    Sabemos (e a ICAR também sabe, mas ignora) que muitos de nós foram baptizados em criança mas que hoje não comungam da fé em nenhuma entidade mitológica da igreja, que rejeitam os dogmas dessa comunidade, ignoram os seus decretos, e até repudiam a história e os actos dessa igreja como instituição.

    Se o ritual se limitasse apenas ao simbolismo, bastaria-nos a nós que abandonamos e renegamos a religião onde crescemos, considerar aquele acto como uma mera lavagem de cabeça. Mas não é assim. No registo de baptismo da igreja é escrito o nosso nome para nos vincular a essa religião, ainda sem nos perguntar se concordamos ou queremos entrar para o seio dessa comunidade.

    A ICAR tem, nos últimos anos, apresentado os números de pessoas baptizadas ao governo para obter privilégios justificados pela sua superioridade numérica da população crente e seguidora da sua religião.

    Porque hoje temos voz, opinião e vontade, cabe-nos a iniciativa de pedir a nossa apostata, a revogação da nossa ligação à religião a que somos filiados, para que isso se traduza numa maior honestidade para nós mesmos e para a igreja a que estamos vinculados.

    Como fazer?

    A parte mais díficil é descobrir a data e a paróquia de baptismo. Essas informações estão inscritas no certificado de baptismo (que você já deve ter perdido), na cédula de casamento dos seus pais, ou na sua própria cédula de casamento (se se tiver casado pela igreja).

    O pedido deve ser endereçado para o actual padre da paróquia do seu baptismo e um duplicado deve ser enviado «com conhecimento» para a diocese correspondente.

    Se a resposta tardar, um novo pedido com recomendação de resposta pode ser necessário.

    Apesar da lei de Acesso e Correcção de Dados Pessoais, a igreja não removerá por completo o seu nome do registo de baptismo, mas antes adicionará uma nota na margem mencionando «declarado apóstota».

    Exemplo de uma carta de pedido de desbaptização

    Senhor Padre/Reverendo,

    Tendo sido baptizado na igreja da freguesia de [__] no dia [__] de [__] do ano [__] sob o nome [__], eu pretendo ter o meu nome removido do vosso registo de baptismo com a seguinte menção: «declarado
    apóstota por carta escrita datada de [__]».

    De facto, as minhas convicções religiosas e filosóficas não correspondem aquelas das pessoas que estimaram em ter-me baptizado. Assim, os seus escrúpulos da verdade, e os meus, serão aliviados, e os vossos registos ficarão isentos de qualquer ambiguidade.

    Aguardando uma confirmação escrita,

    Cidade de [__], aos [__] de [__] do ano de [__]
    Assinatura:

    Texto inspirado no «formulaire de débaptisation» da página pessoal de Bruno Courcelle

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  • Ana Cláudia Pereira Carvalho
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    Gostei de confirmar na experiência de Ricardo José o que sucedeu comigo, ainda que um tanto às cegas, no “empreendimento” da minha desbaptização. É lamentável não haver um regulamento para este efeito que agilize este processo, para uma maior transparência e rigor administrativo. Nomeadamente, poderia existir um modelo único de carta para este efeito! Como não há (ainda), no Verão de 2008 adaptei um exemplar brasileiro que circulava na internet. Porém, como passados dois meses ainda não tinham respondido à carta registada, enviada para a paróquia do meu baptismo, falei com o Sr. Padre mas face ao comentário ideológico do sacramento do baptismo ser irrevogável, pedi-lhe e pude confirmar no livro do baptismo a presença, em anexo, da carta de desbaptização que tinha enviado! Ainda assim, dirigi-me à diocese de Braga para levantar um qualquer documento que confirmasse a boa recepção da minha vontade em me dissociar da religião de berço, no qual deveria confirmar o meu estatuto de apóstata, o que não consegui, muito embora a amabilidade e boa vontade da pessoa que me assistiu. Só a crença na boa fé dos órgãos eclesiásticos me poderão valer, o que não é justo! Peço à AAP, da qual ainda não sou filiada, para fazer valer este direito de cidadania que é o dever desta tão nobre Instituição Humanitária, com a sensibilização da Igreja para a resposta via postal às cartas de desbaptização.

    Atentamente,

    Ana Cláudia Pereira Carvalho
  • A
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    É divertido ler o desespero ateísta... sobretudo porque insistem em falar daquilo que não entendem (por carência de faculdades básicas da razão, é visível). Um diz que o Batismo é simbólico (e não é), outro diz que quer ter o "direito" à excomunhão voluntária, ignorando que o pecado de apostasia é punido com excomunhão automática (latae sententiae). Alguém que tem a empáfia de negar a fé de seus pais não pode "pedir" para ser excomungado, porque já não faz parte do corpo da Igreja desde sabe-se lá quando.

    Em outro ponto da "discussão", apresentam a 'cartinha' pedindo ao ordinário da diocese para ser "desbatizado"... causou-me diversão a dimensão da infantilidade de um ato desses, sobretudo quando a cartinha menciona que o autor tem "escrúpulos de verdade". Isso sem contar aquilo que é elementar, e que a empáfia mais uma vez faz ignorar: os efeitos do Batismo não são reversíveis (a que se respondeu: "comentário ideológico"! hein?).

    Ainda mais engraçado é exigir que a Igreja retorne as cartinhas dos "desbatizados". Com que objetivo? Gostariam de um certificado "eu sou apóstata"? Com os apóstatas não há diálogo. Estão em queda consciente e são inimigos da Igreja. Não esperem um tapinha nas costas confirmando que os senhores são idiotas. A ofensa que oferecem só será entendida no pós-morte. Ah, que dia de surpresas para os senhores... Mas não vou me deter nesse aspecto, com apóstatas não se fala sobre matérias de Fé e Moral.

    Os senhores ignoram tão magnanimamente o que é elementar a respeito da Doutrina católica, e ainda assim insistem nessa militância deprimente. O ateísmo é a face do desespero, um distúrbio psicológico nocivo à sociedade de bem. E incoerente e não-monotônico, naturalmente. Qualquer escolar que tenha estudado lógica, epistemologia e método científico *e* que deseja submeter-se à razão natural enxerga o tamanho do ridículo que os senhores fazem, fundando clubinhos de ateísmo e pedindo excomunhões...
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    Caro anónimo,

    Ora fico contente com as boas notícias que nos dá: o pecado de apostasia é punido com excomunhão automática (latae sententiae). A sério, fico super feliz por ver que a Igreja nos poupa o trabalho de pedirmos a excomunhão.
    Sabe que mais? Ao ler comentários como o seu, vê-se que o espírito da Inquisição está bem vivo!
    Acha-nos idiotas? Pois dê-nos a liberdade de sermos idiotas! Você acredita em Deus? Pois dê-nos a liberdade de não acreditarmos.
    Já agora, vá ver se chove.
  • A
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    Exatamente, cmv-alguma-coisa. Veja que, por fim, a Igreja se preocupa com os senhores, e lhes provê o que requisitam por antecipação. Consulte o cânon 1364 do Código de Direito Canônico:

    § 1. Apostata a fide, haereticus vel schismaticus in excommunicationem latae sententiae incurrit, firmo praescripto can. 194, § 1, n. 2; clericus praeterea potest poenis, de quibus in can. 1336, § 1, nn. 1, 2 et 3, puniri.

    Ainda bem que o sr. vê Inquisição no meu comentário, porque isso dá os indícios suficientes de que desse assunto o sr. não entende nada. Deve ser mais um daqueles que acredita que a Idade Média foi uma época horrível de se viver, e que a Inquisição matou (?) "milhões". O sr. entende tanto de História e de organização de Estados quanto de astrofísica.

    No mais, os senhores também JÁ têm a liberdade de serem idiotas e ateus, então sejam-no com orgulho. Só não acreditem que têm esse direito, e muito menos o direito a essa militância infantil.

    Por fim, terei de responder-lhe, 9 horas depois do requisitado, que não chove.
  • Comment_icon
    "Só não acreditem que têm esse direito, e muito menos o direito a essa militância infantil. " E porquê? Não estamos numa democracia, por acaso? E não estamos num estado "laico"? Você vai proibir-nos, é?
    Já agora, o que é que vem aqui fazer, se não é ateu? Não tem mais nada que fazer?
  • A
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    A ver que o sr. definitivamente não conhece conceitos elementares de Filosofia, e menos ainda da distinção que faz de conceitos a instituição que critica.
    Se o sr. pude satisfazer uma curiosidade minha, por quê tornou-se ateu? (presumindo que não tenha nascido nesse estado). Suponho que tenha submetido os argumentos pró-ateístas à razão. O que o influenciou? Que tipo de leituras?
    É apenas uma curiosidade pessoal, que o sr. tem a 'liberdade' de responder ou não.
    Sobre minha presença aqui, não há motivação maior que a acidental. Mas o sr. não poderá negar a presença de ateístas em listas de discussão teístas, e isso aos montes. Mas, repito, minha chegada foi completamente ocasional.
  • Comment_icon
    Por que razão deixei de acreditar ? Porque:
    1 - fui baptizada sem sequer me perguntarem se estava interessada, e isso em nome de uma crença monstruosa como a do pecado original (como se um bébé tivesse que arcar com a culpa pelo facto de um casal - que nem existiu - ter comido o fruto proibido)
    2 - Durante anos, impingiram-me disparates como a virgindade de Maria e o Espírito Santo.
    3 - Apesar do Concílio Vaticano II, que foi um marco de abertura da Igreja para o mundo, assistimos a uma fase de retrocesso assustador, sobretudo pelas cedências feitas à facção lefebvrista (fundamentalista),
    em nome de uma reconciliação e de uma unidade impossíveis - e isto já sem falar de acontecimentos recentes, como o do bispo brasileiro que excomunhou a mãe de uma menina de 9 anos, por esta ter abortado.
    4 - Não preciso de acreditar num Deus para me sentir viva, nem para acreditar na exigência de uma moral e de uma ética em nome da convivência pacífica entre as pessoas.
    Mas olhe, não perca tempo comigo, porque se pretende converter-me, então bem pode tirar o cavalinho da chuva.
    Quanto aos blogs e sites religiosos, teístas, etc e tal, não os frequento, porque não me interessam. E, sobretudo, não vou lá insultar as pessoas, pois cada qual tem o direito de acreditar ou não no que quiser, desde que não pise os calos dos outros.
    Passe bem.
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    porque me tornei ateista ... ora essa é realmente uma boa pergunta

    torneime ateista apos ler a biblia (na altura rá escuteiro no cne e era um dos requesitos) posso dizer que foi uma leitura racional e realista e apos ouvir e ver todos os comentarios e varias interpretaçoes aind apardi tempo a ler algumas passagens depois li o novo testamento ....

    posso dizer que apos um longo periodo de reflexão logico e racional .... sou ateu aquilo que e dito e feito baseado naqueles livros nao passa de fraude ... atenção que isto é a minha opiniao e como tal tenho direito a ela como o senhor tem direito a sua

    adiferença e que respeito o eu dereito expresso na constituição da republica e a ter a sua opinião e nao vou aos blogs e forums religiosos insultar o eu modo de vida
  • A
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    Senhora (que me deu a oportunidade de sabê-lo só agora),
    Responderia com prazer e da forma mais arrazoada que imaginasse cada um dos pontos, mas como a sra. recusa qualquer continuação da via argumentativa, deixo apenas o básico, já que em consciência não posso me calar.

    *Quanto a 1, falta-lhe a questão da coerência interna para avaliar a existência do pecado original, por claramente desconhecer a Doutrina católica. Além, um bebê não arca com conseqüências porque não tem uso da razão.
    *Quanto a 2, falta o mesmo critério de 1.
    *Quanto a 3, trata-se de um assunto interno da Igreja Católica, e, sendo ateísta, a sra. não é capaz de compreender se x ou y são ou não ortodoxos dentro de um sistema doutrinal. Isso vale em particular para a menção ao movimento de D. Lefebvre, que a sra. claramente desconhece. Sua menção ao Vaticano II como abertura da Igreja ao mundo revela que a sra. ao menos percebe a tendência liberal com que se deu esse Concílio, não-dogmático, e cujos efeitos devastaram a Igreja. Por coerência, a sra. não deveria falar em progresso ou retrocesso "assustador" da Igreja, já que isso pouco lhe importa. Quanto ao caso do aborto, a sra. demonstra estar desinformada ao nível elementar dos fatos, e por isso recomendo uma pesquisa honesta sobre o tema, já que prometi não desenvolver o tópico.
    *Quanto a 4, se a sra. tivesse uma boa formação histórica saberia que moral, ética e qualquer menção de suporte à pessoa alheia foram forjadas pela Igreja Católica e o Evangelho. Isso o atestam a boa bibliografia historiográfica, inclusive feita por ateus, que listo se a sra. tiver honestidade intelectual e quiser esclarecer esse aspecto. Sugiro que estude a sociedade romana pré-cristã e veja como seria absurda a idéia de uma pessoa ajudar à outra desprovida de qualquer interesse.

    Quanto à sua conversão, bem, isso não depende de mim, e só pode vir da graça de Deus. Talvez a sra. esteja acostumada a conversar com protestantes neopentecostais, que se baseiam em um emocionalismo irracional para acreditar e defender suas crenças. O catolicismo é muito distante desse tipo, e sempre defendeu que o conhecimento de Deus e da Verdade só podem se dar pela razão. Negar isso seria um tipo de ignorância insustentável. Seria estudar filosofia e nunca ler Santo Tomás de Aquino, por exemplo. Aliás, se tiver curiosidade, procure as famosas Cinco Vias de Santo Tomás, e submeta-as à razão, com toda a honestidade. Ao que eu vi, a sra. tornou-se ateísta pelo motivo de simples ignorância doutrinária (veja que isso não pretende ser uma ofensa, mas no sentido de desconhecimento), como apontou anteriormente. Eu só me tornaria ateu se me apresentassem uma boa refutação das Cinco Vias e de toda a metafísica desenvolvida nos últimos 3 mil anos pelos gregos, romanos e católicos. Em outras palavras, eu só seria ateu se analisasse toda a evidência e chegasse à conclusão, submetida à inteligência (no sentido aristotélico-escolástico), de que a evidência é equívoca. Como a consideração das vias racionais tem surtido em mim apenas o efeito da certeza de Deus, não me tornaria ateu com tão pouca contra-evidência como as que a sra. apresentou.

    Passar bem, e, espero, considere o exercício da razão.
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    As minhas razões são mais do que suficientes e, por isso, dou por finda a discussão. Por isso, não tente doutrinar-me nem esclarecer-me. Eu não quero.
    Adeus.
  • A
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    Típico.
    "É assim porque eu quero". Parabéns por ser irracional. Depois chamam os cristãos disso.

    "não tente doutrinar-me nem esclarecer-me. Eu não quero."

    Logo percebe-se. Ateus são assim mesmo: não gostam de ouvir comentários do tipo "converta-se ou vai pro Inferno", mas também fogem de uma discussão filosófico-racional de fundo.

    Dou-lhe os parabéns, portanto, por ser coerente ao movimento ateísta.
  • Comment_icon
    Desculpe, mas você não tem mais nada que fazer? Tem a mania que sabe tudo, que você é que vive "na luz" e os ateus vivem "na escuridão", e vem aqui arrotar postas de pescada com o seu complexo de superioridade. Olhe, fique-se com as suas crenças e deixe-me estar sossegada com as minhas não-crenças, que eu também não o chateio. Eu não quero continuar a discutir com uma pessoa mal-educada e pretenciosa como você.
    Tenho mais que fazer do que perder tempo consigo.
  • Jonny Mad
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    Parece que os ateus incomodam mais este senhor do que ele quer dar a entender. Deu-se ao trabalho de responder a toda a gente e de se meter numa conversa entre pessoas que partilham os seus pontos de vista num espaço próprio e para o qual não foi convidado. Tudo bem, é quando começam a atacar que percebemos que as nossas ideias começam a afectá-los. Aliás, é mais "racional" acreditar numa criatura que nunca ninguém viu e não tem provas de existir do que pretender dissociar-se com uma alucinação colectiva alimentada por séculos de repressão e lavagem cerebral que começa, precisamente, logo na infância com baptismos e outras cerimónias que tais. Enfim, os cães ladram e as caravanas passam.
  • chaas
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    Sr. Católico Anônimo,

    deixe de ser pretencioso (ateus também conhecem latim...), e perceba a simplicidade da questão: trata-se simplesmente de retirar o prórpio nome de uma lista para que a Igreja não o utilize para constituir suas estatisticas pretenciosas (quando ela fala do número de fiéis), pouco importando o que a "comunidade cristã" pense a nosso respeito (no Brasil, o IBGE indica a existência de 125 milhões de católicos, enquanto que o Vaticano garante que são 155. Será que o nome de ateus e agnósticos nos livros de batismo têm alguma relação com essa discrepância absurda? Resposta: é evidente.)

    Além disso, sr. Anônimo, você acredita-se muito erudito, mas faz-me rir. Tomaz de Aquino?
    - "tudo o que se move é movido por alguém" - exceto Deus
    - "todo efeito tem uma causa" - exceto Deus
    - "ser necessário e ser contingente" - tudo é contingente, mas Deus é o "necessário"(parece uma espécie de redundância do segundo argumento, além de ser muito conveniente)
    - "ser perfeiro" (essa é a mais engraçada) "uns seres são mais perfeitos que outros[??], logo deve haver um cuja perfeição seja máxima" - adivinhe quem: Deus
    - "existe ordem no universo" - Deus é quem ordena...

    Ora, por favor, você realmente acha esses argumentos tão racionais assim? Você acredita que é o único que estudou isso? Certamente você leu e estudou muitos "filósofos" da Igreja... agora dê um passo adiante e começe a buscar outras coisas (ou vista sua batina e procure as comunidades católicas na net). Se você está satisfeito com Tomás de Aquino e a sua "falácia lógica", respeite quem não está!

    A propósito, essas Cinco vias de Aquino, queiram vocês ou não, têm servido hoje muito mais para começar a "desconfiar" da existência de Deus do que para apoiá-la. Começei a abandonar a fé quando as conheci na faculdade (é evidente, não estudei num "seminário"...)
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